O Setembro Amarelo é uma campanha que acontece desde 2015 em parceria da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) e o Conselho Federal de Medicina (CFM) com o objetivo de promover a importância da conscientização sobre a prevenção do suicídio. Mesmo com o aumento de casos sendo notório, ainda existem barreiras para serem quebradas quando o assunto é esse. Neste artigo, falamos sobre a importância da conscientização sobre a prevenção do suicídio além de te explicar como funciona a campanha e onde procurar ajuda quando o assunto é saúde mental.
Como começou o Setembro Amarelo?
Com início no Brasil em 2015 pelo Centro de Valorização da Vida (CVV), Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), as primeiras atividades do Setembro Amarelo aconteceram em Brasília. Nos anos seguintes, várias outras regiões aderiram ao movimento e potencializaram a causa. O mês de setembro é o mês mundial da prevenção da causa e o dia 10 de setembro é oficialmente o Dia Mundial da Prevenção ao Suicídio.
O suicídio é o ato de tirar a própria vida de maneira intencional. Pensamentos suicidas, transtornos relacionados ao problema, planos e tentativas de morte também fazem parte deste comportamento. Cerca de 79% dos casos de suicídios ocorrem em países de baixa e média renda de acordo com a OMS. Com o objetivo de conscientizar as pessoas sobre a prevenção do suicídio além de alertar a população sobre a realidade brasileira, a ideia é que a iniciativa abra espaços para diálogos e discussões que abordem a seriedade do assunto, além de fornecer apoio para quem precisa e não sabe à quem recorrer.
O cenário no Brasil e no mundo
Durante todo o mês de setembro, diversas ações são realizadas a fim de sensibilizar a sociedade e os profissionais da área para sintomas relacionados à causa e para a saúde mental. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 800 mil pessoas tiram a própria vida todos os anos. Estima-se que, no mundo, a cada 40 segundos acontece um suicídio. A causa é considerada a segunda principal de morte entre jovens com a idade entre 15 e 29 anos. No Brasil, cerca de 32 brasileiros tiram suas próprias vidas por dia.
Os números são alarmantes e, certamente, poderiam ser evitados se a causa tivesse todo o apoio necessário. Políticas eficazes para prevenção do suicídio fazem parte de uma pauta importantíssima, principalmente para reforçar a questão da saúde pública, uma vez que, infelizmente, para muitos o suicídio ainda é visto como uma espécie de fraqueza. Por estes e outros motivos, precisamos falar sobre a importância da conscientização sobre a prevenção do suicídio e estimular o governo para criar medidas precisas para o tema.
Como saber se alguém precisa de ajuda?
Algumas pessoas, quando estão sob risco de saúde, apresentam alguns sinais. Muitos destes sinais são silenciosos, por este motivo, é importante ter conhecimento de alguns deles para entender se alguém próximo pode estar pedindo ajuda.
- Apresentar sentimentos de impotência, solidão e desesperança;
- Irritabilidade, pessimismo ou apatia;
- Apresentar personalidade agressiva, impulsiva ou humor instável;
- Comportamento retraído, dificuldade para se relacionar com amigos e a família;
- Mudança nos hábitos alimentares ou rotina de sono;
- Sentimento de culpa, odiar-se, sentir vergonha por algo ou não reconhecer seu valor;
- Apresentar um desejo súbito em concluir afazeres pessoais, escrever um testamento e organizar documentos;
- Escrever cartas de despedida;
- Doenças físicas crônicas, limitantes e dolorosas ou doenças incapacitantes como AIDS, epilepsia ou câncer;
- Ter doenças psiquiátricas como transtornos mentais, depressão, bipolaridade, transtornos de personalidade como esquizofrenia e ansiedade generalizada ou transtornos de comportamento com o uso de substâncias psicoativas como álcool e drogas.
Como ajudar?
De acordo com a OMS, 90% dos suicídios podem ser prevenidos. Algumas ações são fundamentais quando o assunto é ajudar uma pessoa com comportamentos suicidas. Acima de tudo, a empatia e alteridade devem estar explícitas para que a pessoa se sinta confortável em falar abertamente, sem se sentir pressionada.
- Seja afetuoso e dê todo o suporte necessário;
- Fique calmo para ouvir e demonstrar empatia;
- Procure entender os sentimentos e não rotular a importância deles;
- Pergunte sobre pensamentos ou tentativas suicidas;
- A situação deve ser levada à sério considerando os graus de risco;
- Converse com a família e amigos de forma imediata;
- Tente explorar outras saídas além do suicídio, outras formas de apoio emocional são possíveis;
- Remova meios que facilitem o suicídio em casos que apresentam grandes riscos;
- Permaneça ao lado de quem pede ajuda durante os transtornos;
- Demonstrar cuidado e preocupação constantemente gera confiança e respeito.
O que não fazer?
Uma coisa é importante: não ignorar a situação de uma pessoa que apresenta comportamentos e pensamentos suicidas. Não fique envergonhado ou demonstre pânico. Ao dizer que “tudo vai ficar bem”, é importante fazer algo para que isso aconteça, caso contrário, a pessoa pode sentir que sua dor está sendo diminuída quando não está.
A principal lição é não fazer algo que demonstre que o problema da pessoa é algo pequeno ou uma bobagem. Falsas garantias driblam a pessoa do caminho de encontrar alguém que realmente o ajude, por isso, é importante buscar ajuda imediatamente e não deixá-la sozinha em momentos de crise.
Falar é a melhor solução! Busque ajuda.
É possível buscar ajuda dentro da sua própria casa além de procurar um especialista no assunto. Alguns recursos e fontes de apoio podem ser:
- Família;
- Amigos e colegas;
- Profissionais da área da saúde, como psicólogos, médicos, enfermeiros e outros agentes da saúde;
- Centro de apoio emocional como o CVV (Centro de Valorização da Vida) através do número de contato 188;
- Grupos de apoio.
Parte das nossas responsabilidades como uma administradora de condomínios é estar por dentro de maneiras que possam ajudar nossos condôminos, independente de quais sejam. Agora que você já sobre a importância da conscientização sobre a prevenção do suicídio, é importante compartilhar essa informação para que mais pessoas saibam o que fazer e a quem recorrer quando o assunto é a prevenção do suicídio.
Lembre-se que, a grande maioria das mortes por suicídio podem ser evitadas através de um diálogo aberto e tranquilo, livre de julgamentos. Caso conheça alguém ou é você a pessoa que possui algumas dificuldades, lembre-se de pedir ajuda, existem pessoas dispostas para ouvir você!



